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vermelhos


Quarta-feira, 19.03.14

Vermelhos.net está morto, viva o vermelhos.blogs.sapo.pt!

Este blog (criado em 19-03-2014) arquiva (parcialmente) o conteúdo publicado de novembro de 2010 a janeiro de 2014 no sítio vermelhos.net, domínio que em breve será descontinuado. Descontinuada não será a nossa luta, na blogosfera ou noutro qualquer lugar.

Dos cerca de 1500 artigos publicados apenas selecionámos para este arquivo os artigos de opinião, os cartoons e a seleção musical do quarteto que foi mantendo o barco à tona nos últimos três anos. Optámos por não fazer qualquer alteração aos posts originais, mesmo que contenham incorreções, links perdidos, etc.. Infelizmente não será possível recuperar os raros, mas muito apreciados, comentários dos nossos visitantes.

Para qualquer reclamação use e abuse do e-mail vermelhos.net@gmail.com.

 

Até breve.

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Quarta-feira, 11.12.13

ENVC (Entre-tanto Nós Vamos Continuar)

 

AgaH2O - ENVC (Entre-tanto Nós Vamos Continuar)

 

Ao cuidado do Ex.mo Sr. Ministro da Defesa Nacional, José Pedro Aguiar-Branco....

Música que aborda a questão dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC) sob a forma de missiva para o Sr. Ministro da Defesa, José Pedro Aguiar-Branco.

Trabalho totalmente independente, de produção própria, efectuado em 3 dias, resultando de uma pesquisa diversificada e procurando abranger os mais variados pontos de discussão, que rondam a questão dos ENVC.

Título: ENVC (Entre-tanto Nós Vamos Continuar) Letra: AgaH2O (www.facebook.com/H2O.258) Instrumental, gravação e mistura: Neno aka Espalha Foto: Arménio Belo/LUSA © Data: 9 de Dezembro de 2013

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Quinta-feira, 05.12.13

Mandela e os outros apartheids

João Delgado

Os elogios fúnebres a Nelson Mandela que desfilam nas tv's são, na sua quase totalidade, expressos por quem de facto o que sentiu foi alívio pelo facto de ao derrube do apartheid não se ter seguido uma revolução, que alterasse a estrutura de dominação económica do povo sul-africano por uma minoria branca, apenas forçada a ceder parte do bolo a outra minoria, negra, para em conjunto prosseguirem a dominação capitalista.

Se mudar a cor de pele dos dirigentes fosse solução, África não seria hoje o continente sangrado em que, extintas há décadas as dominações colonialistas directas, são os novos opressores, da cor do seu povo, quem suga as riquezas, em conluio com as "democracias" ocidentais, pouco preocupadas com a miséria dominante, desde que o seu quinhão não seja negado.

 

 

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Quinta-feira, 28.11.13

Violentá-los

João Delgado

Alguns aparecem nas televisões de fininho, solicitando, por obséquio, que não se repitam disparates como subir as escadarias da assembleia da república ou invadir ministérios. Pelo caminho aproveitam para saudar o sentido de estado e a responsabilidade demonstrada pelo Arménio Carlos e Carvalho da Silva, como fazia ontem esse perigoso democrata-cristão que dá pelo nome de Bagão Felix (diz-se Féliz, acrescenta o sacristão). Outros, atrevidos, lançam bravatas, como foi o caso de Paulo Portas, personagem que tem todo o ar de quem certamente não fugirá quando ameaçado de levar um par de estalos.

Violentá-los, isso mesmo, exercer violência sobre eles. Ameaçá-los. Atemorizá-los. Fazer com que sintam em dobro o que sente uma mãe quando manda os filhos para a cama com fome, o que sente um idoso quando deixa os medicamentos no balcão da farmácia, o que sente um trabalhador quando vai à Caritas buscar um saco de comida porque o salário não chega para as despesas elementares.

 

 

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Quinta-feira, 31.10.13

Guião do roubo do Estado

João Delgado

Na encenação televisa de ontem Paulo Portas começou por se gabar da extensão do dito Guião da Reforma do Estado: 112 páginas! Vai-se a ver em pormenor e o documento está paginado em corpo de letra tamanho 16, em vez do usual 10 a 12, e entrelinha dupla, em vez do normal 1,5. Ou seja, a coisa tem de facto cerca de 1/3 do tamanho anunciado, pouco mais de 30 páginas! Não bastassem as patranhas que contém, o "guião" é apresentado ao estilo do aluno cábula que entrega o trabalho com letra gigante para atingir o número de páginas pedido pelo professor. Isto nem carece de adjectivos de tão surreal. 

Mas se esta é a parte anedótica, que tipifica um governo de garotos, a apresentação deste guião é mais uma peça da ofensiva reaccionária que procura culpabilizar o 25 de Abril, e as conquistas daí decorrentes para o povo português, pelo estado deplorável em que o país se encontra. Esse outro guião, o do roubo do Estado, é o que sugere que se continuássemos uma nação miserável, com os hospitais entregues às misericórdias em lugar do serviço nacional de saúde, com uma escola reservada aos mais favorecidos em vez do ensino gratuito e generalizado, sem segurança social universal, enfim, sem aquilo que é o cerne de um Estado que serve os cidadãos, então estaríamos melhor, pobres, mas honrados e sem dívidas.

 

 

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Quinta-feira, 17.10.13

A ponte é uma miragem?

 

Ribeira - Jafumega

Sábado, 19, ponte a pé no Porto, ponte sobre rodas em Lisboa. Porque a luta nunca é uma miragem.

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Quarta-feira, 16.10.13

Uma revolução longe demais

João Delgado

Inflamados esquerdistas e outros revolucionários de piquete ocupam a blogosfera e redes sociais com insultos aos "cobardes" da CGTP, por terem cedido no confronto com o governo quanto à manifestação atravessando a ponte 25 de Abril.

Não sigo, naturalmente, essa via, mas não deixo de registar que a decisão anunciada de aceitar a proibição governamental e agendar uma concentração para Alcântara, com travessia da ponte em autocarros, também não me parece ser uma reação à altura da provocação.

Este governo vai em crescendo nas provocações aos mais elementares princípios da democracia que arrancou o nome de Salazar da ponte da discórdia. Veja-se como produzir legislação que viola grosseiramente a Constituição da República é traduzido pelo governo como "risco constitucional". Como se a CRP fosse um divertimento de feira, em que se pode acertar independentemente da perícia e dependendo apenas da sorte.

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Segunda-feira, 30.09.13

Braga - o salto da panela para o lume

João Delgado (crónica na RUM)

Não há qualquer motivo para pensar que a direita ganhou a Câmara de Braga por  outra razão que não a forçada retirada de Mesquita Machado.  Órfãos do presidente que conhecem desde os alvores da democracia, parte substancial dos bracarenses decidiu nomear um novo cacique e, perante a gritante má escolha do PS, que não quis abrir um novo ciclo, a direita teve em Braga a grande vitória eleitoral da noite autárquica, conquistando a maioria absoluta. Assim sendo, por aqui o único sinal positivo foi o regresso da CDU à vereação, com a eleição de Carlos Almeida, já que a Cidadania em Movimento, lista independente apoiada pelo BE, ficou aquém desse objectivo.  

Mas quem festeja o fim do mesquitismo deverá moderar o entusiasmo e aguardar, preferencialmente sentado, pela mudança anunciada por Ricardo Rio, que ainda antes de tomar posse como presidente da Câmara já tem no curriculum pelo menos uma grande embrulhada, com o negócio da compra pelo município do edifício da Fábrica Confiança, pelo dobro do valor de mercado, resultado de avaliação subscrita pelo novel presidente, enquanto vereador, a meias com o seu rival socialista Vitor Sousa.

 

 

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Quinta-feira, 26.09.13

Freguesia a freguesia, uma cruz contra a troika

João Delgado

Os troikistas não se têm cansado de nos alertar para a especificidade local das eleições autárquicas. Têm, por uma vez, toda a razão. Será localmente que os seus representantes transferirão dinheiros públicos para mãos privadas, encerrarão ou privatizarão serviços públicos, farão despedimentos, enfim, cumprirão a agenda de empobrecimento que PS, PSD e CDS assinaram com o capitalismo internacional.

Por tudo isto, será também localmente que teremos oportunidade, através do voto, de manifestar repúdio pelas políticas reaccionárias em curso, o PREC da direita revanchista, que nunca engoliu o que orgulhosamente chamámos de conquistas de Abril.

Infelizmente não parece que das eleições do próximo domingo resulte uma expressiva derrota dos troikistas, que, mais uma vez, conquistarão a esmagadora maioria dos órgãos autárquicos, através dos seus partidos ou de candidaturas ditas independentes, que por norma mais não são do que camaleónicas expressões das disputas internas dos partidos e grupos de interesses associados.

 

 

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Sexta-feira, 06.09.13

Limitação de mandatos? Comecemos pelos partidos.

João Delgado

Antes de mais uma nota para o facto de alguns deputados com vinte ou mais anos de exercício do poder legislativo não olharem duas vezes para si próprios antes de de se preocuparem com os detentores do poder autárquico. Já se sabe que o argumento é de o princípio da limitação de mandatos apenas se aplicar ao poder executivo, mas mesmo por aí a sustentação é periclitante, já que muitos desses deputados circulam há décadas entre as bancadas do parlamento e os governos, esquecendo por agora as incursões em altos cargos do poder económico-financeiro, que verdadeiramente tutela a nossa vida em sociedade, e em particular a política.

Posto isto, não sou defensor da eternização dos presidentes de câmara, alvos principais da lei agora "clarificada" pelo Tribunal Constitucional, mas antes apelo a que esse princípio da precaução - que sugere ser a permanência no poder durante um período excessivo um elemento propiciador de relações menos claras entre a política e demais componentes do tecido social - que esse princípio da precaução, dizia, seja tomado em sentido lato, não só na política, mas em todas as instâncias da vida social em que estão em causa cargos electivos e poder executivo.

 

 

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